A minha mãe Maria Laura Couto Moreira, nasceu em 1936 em
Penafiel e faz hoje 90 anos! Desde que iniciei a pesquisa da árvore genealógica da família,
há mais de 20 anos, ela chegou a questionar-me as origens do seu bisavô Augusto
Coelho de Carvalho (nasceu em 1856 em Bustelo, Penafiel e faleceu em 1933 em
Penafiel) pois sabia pouco da família dele que não era de Penafiel e era uma
família com posses. Os registos de nascimento dos filhos mais velhos apareciam com a ocupação de Proprietário, só anos mais tarde aparecem referências à sua
nova profissão de Zelador da Câmara M. de Penafiel. Já a esposa Hortência da
Conceição Couto provinha duma família de proprietários rurais com origens em Caíde de Rei e Meinedo, Lousada.
Augusto Coelho de Carvalho (Oliveira) era o filho mais velho
de Bartolomeu Coelho de Carvalho que nasceu em 1820 na quinta da Johia, Lodares, Lousada,
havia gerações casa da família do lado do pai José Caetano Coelho (1779-?),
tendo a família ligações a outros locais em Lodares e ao Lugar das Eiras em São
Martinho de Recezinhos, Penafiel. José Caetano Coelho havia casado com Rosa Rita de
Carvalho que nasceu em 1794 na casa do Hospital, Santão,
Felgueiras, tendo passado o casal a viver na quinta da Johia.
Em Outubro de 2025 conheci e tenho tido conversas por e-mail
e pelas redes sociais com a nossa prima Zulmira Romariz, trineta de Bartolomeu
Coelho de Carvalho e bisneta de Alexandre Coelho de Carvalho, irmão mais novo
de Augusto Coelho de Carvalho. E um dos aspetos mais importantes que ela me
salientou relativamente à família em comum foi das origens nobres de alguns
antepassados nossos. Assim, eu tinha baseado as minhas pesquisas genealógicas
na consulta dos registos paroquiais, de nascimento, casamento e óbito no
DigitARQ, os quais são essenciais para as datas dos eventos e para as relações familiares da árvore
genealógica, mas limitados para vários outros aspetos. Assim, sites de genealogia como
o geneall.net ou o familysearch.org dão-nos informações bastante valiosas sobre
pessoas da árvore genealógica para as quais queremos saber mais coisas, já que
têm ramos familiares baseados em pesquisas noutras fontes documentais como
registos de Prazos, Foros, documentos régios e nobiliários feitos ao longo da
história de Portugal, que compensam a lacuna da quase ausência de registos
paroquias em datas anteriores a 1563. A obrigatoriedade dos registos
paroquiais foi estabelecida pelo Concílio de Trento, realizado em 1563, o qual
determinou que todas as paróquias católicas deviam manter livros de registo
para batismos e casamentos. Recentemente aproveitei uma ida a Lisboa com a Carla no
fim-de-semana do dia dos namorados ver um jogo do Sporting, e na segunda-feira
a seguir fui à Biblioteca Nacional no Campo Grande, onde
consultei e tirei cópias do Volume III da obra de linhagens Carvalhos de Basto
- A descendência de Martim Pires Carvalho, Cavaleiro de Basto, publicada entre
1977 e 2010 e que pelo que sei só existe, para além da Biblioteca
Nacional e cópias de particulares, na Biblioteca Municipal do Porto mas que está fechada para obras até ao final de
2027.
No volume III dos Carvalhos de Basto pude identificar vários
ramos com ligações a esta família e constatei uma quantidade enorme de dados
relevantes, como a mãe da Rosa Rita de Carvalho, D. Maria Caetana de Carvalho, que nasceu a 1763 e faleceu a 1835 no Casal do Hospital de Baixo, e recebeu o
mesmo casal do Hospital por herança de raiz de seu pai que a ela foi aforado
a 22/01/1794 no Tabelião de Ribatâmega. O seu pai Francisco Pereira de Oliveira
(1731–1820) era o Sr. do Casal do Hospital e a mãe Rosa Maria de Carvalho
(1743–1820) nasceu na casa da Portela em São Tiago de Figueiró, Amarante, cuja
avó materna Luiza da Silva era a Sr.ª da Casa da Portela de Santiago de Figueiró,
Amarante, tendo casado com António Carvalho do Casal de Cabanelas de Freixo de
Baixo.
E foi exatamente o Francisco Pereira de Oliveira que o
geneall.net assinala como descendente de D. Afonso Henriques. Utilizei o
familysearch.org que é um site muito mais avançado tecnologicamente, para
identificar três ramos de descendência desde D. Afonso Henriques. O primeiro
ramo que identifiquei inicia em Urraca Alfonso “la portuguesa” (1148-1188), filha legítima de D.
Afonso Henriques e de Mafalda de Savoia (1125-1157, filha de
Amadeo III de Savoia, Conde de Savoia que participou na 2ª Cruzada) cujo
casamento foi em 31 de março de 1146. Urraca Alfonso “la portuguesa” casou com
o Rei Fernando II de Leão (1137-1188) em maio de 1165. Foram
pais do Rei Alfonso IX de Leão (1171-1230) que teve como amante Teresa Gil de
Soverosa (1190-1251), uma rica-dona do Reino de Portugal, e foram pais de entre
outros, de D. Maria Alfonso Gil de Soverosa (1222-1289, filha natural) que
casou com Soeiro Aires de Valadares (1210-?). A partir daqui a restante
descendência pode ser visualizada na imagem abaixo (parte superior direita da
imagem).
O segundo ramo inicia em Urraca Alfonso de Portugal
(1147-1176), filha bastarda de D. Afonso Henriques com a sua amante
Elvira Gualter (1110-1163). Urraca Alfonso de Portugal casou com Pedro Viegas,
Senhor de Lumiares (1142-1187). A restante descendência pode ser visualizada na
imagem abaixo (parte média direita da imagem).
O terceiro ramo inicia em Teresa Alfonso de Portugal
(1130-1218), a filha mais velha de D. Afonso Henriques, filha natural com
Elvira Gualter. Teresa Alfonso de Portugal casou com Dom Martim Moniz de
Cabreira (1125-?). De acordo com a lenda, Martim Moniz terá sido um cavaleiro que lutou com heroísmo durante
o cerco de Lisboa, ao lado das forças cristãs sob o comando do rei
D. Afonso Henriques. Ao perceber o entreabrir de
uma porta no Castelo dos Mouros, atacou-a sacrificando a vida ao
atravessar o seu próprio corpo no vão da mesma, como forma de impedir
o seu fecho pelos defensores, teria assim morrido em 1147. No entanto, os dois
únicos testemunhos contemporâneos da conquista de Lisboa aos mouros são as cartas dos cruzados Osberno ("De
expugnatione Lyxbonensi") e Arnulfo, que, nas suas narrativas, não
citam nem esta personagem, nem este episódio. Há um pormenor adicional que dará
ainda mais força a que este relato seja uma lenda, o filho de Martim Moniz que
faz parte deste terceiro ramo, Pedro Martins de Cabreira – Senhor da Torre de
Vasconcelos, nasceu em 1160, treze anos após a suposta morte de Martim Moniz…
Há uma 2ª versão de que existia uma outra personagem com o mesmo nome de Martim
Moniz. A restante descendência deste terceiro ramo pode ser visualizada na
imagem abaixo (parte inferior direita da imagem).
Observações: A arvore genealógica desenvolvida por mim migrei-a há algum tempo para um novo site mais atualizado, tendo agora a árvore genealógica mais dados - geneal-couto-moreira-pereira-carvalho-saro-estrela.gleeze.com (como está alojado no PC lá de casa, está online normalmente entre as 12h e as 24h). Com acesso anónimo ao site e por questões de privacidade, não se consegue ver os dados das pessoas vivas nem as fotos e documentos da árvore genealógica. Poderei fornecer uma conta para acesso ao site aos familiares que mo solicitarem – quem já tinha uma conta no site anterior a mesma continua válida.
A perspetiva de evolução futura passará pela migração da árvore genealógica para um website de genealogia na Cloud, em princípio para o familysearch.org que é um serviço gratuito de genealogia da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias fundado em 1894 e é considerado o maior acervo genealógico do mundo. O website do FamilySearch foi lançado em 1999 e tem cerca de 30 milhões de visitas por mês. Inclusive os antepassados representados na árvore genealógica na imagem deste artigo, anteriores a 1600, estão presentes no familysearch.org, onde poderão ser pesquisados, mas não no site da "minha" árvore genealógica.
Navegação na imagem a seguir da Árvore Genealógica: Utilize a barra horizontal e a barra vertical para percorrer a árvore genealógica ou utilize o ecrã tátil se disponível.
Obrigado. Vou seguir com atenção merecida . Abraço
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